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Informações e Marcações
«Um ar fino e puro entrava na alma, e na alma espalhava
alegria e força. Um esparso tilintar de chocalhos de guizos morria
pelas quebradas»
A Cidade e as Serras, cap.VIII
Fazer turismo em Tormes
Resulta o fascínio de Tormes, Meca do roteiro sentimental do
queirozianismo, de ser simultaneamente palco de grande parte de uma
obra prima literária – A Cidade e as Serras e casa-museu Eça de
Queiroz. Pode aí confrontar-se o visitante com expressivos objectos
que lhe pertenceram: a mesa alta onde escrevia de pé; a cabaia que o
seu amigo Bernardo Pindela lhe trouxe do Oriente; as pinturas e
gravuras que decoravam a sua casa de Neuilly, em Paris; o seu
mobiliário; objectos de uso pessoal e também o que resta da sua
biblioteca, de que fizemos o registo completo no Suplemento do
Dicionário de Eça de Queiroz (pp.58-69). São cerca de 400 livros,
alguns encadernados com as iniciais do escritor, registo este que
tem servido de preciosa fonte de informação a alguns especialistas.
Chegado ao portal solarengo de Tormes e entrando ao terreiro
lajeado de granito, mal compreenderá o visitante que Eça tenha
atribuído àquela casa, quando a visitou pela primeira vez, em 1892,
a designação de «feia, muito feia» e até de «hedionda». Não admira,
porque se lhe deparou, mais do que propriamente uma casa, um vasto
celeiro onde os caseiros guardavam o milho e as alfaias agrícolas.
«Nos tectos remotos, de carvalho apainelado, luziam através dos
rasgões manchas de céu», informa-nos Zé Fernandes. Janelas com
vidraças só as havia no quarto em que Eça dormia, onde se encontra
hoje a sua biblioteca.
Sem nada ter perdido do carácter essencial da feição primitiva, a
casa, hoje sede da Fundação Eça de Queiroz, apresenta o conforto, a
dignidade e o arranjo maior que teria encantado decerto o seu
patrono. Um guia percorre sala por sala, relacionando tudo com a
vivência de Jacinto, terminando o percurso na encantadora capelinha
do século XVI que é a parte mais antiga da casa. O rés do chão,
outrora adega, tem agora um pequeno auditório que muito bem serve os
cursos de Verão, queirozianos e outros, que frequentemente lá se
efectuam.
«Uma eira, velha e mal alisada, dominava o vale, donde já subia
tenuamente a névoa de algum fundo ribeiro». Parta pois o visitante,
terminada a visita à casa, a caminho da eira, de onde à noite poderá
contemplar um «sumptuoso» céu estrelado, e terá diante de si o
panorama grandioso das serras para além do rio Douro, de que apenas
descortinará uma nesga, se as barragens, lhe derem altura. Cá em
baixo, no vale, verá um pequeno cemitério onde repousam os restos
mortais de Eça.
Rente à eira, um pouco abaixo, passa um caminho que vai descendo,
sinuoso, em direcção a um grupo de casas, o lugar de Cedofeita. Há
que ir até lá, porque no regresso terá o visitante a visão que Eça
experimentou, decerto alvoroçado, quando viu aquela casa pela
primeira vez, com uma sensação nova e, como Jacinto, com o «espírito
aguçado» de proprietário. E se tiver o trepar «fácil e
condescendente» desça à estação de caminho de ferro, junto ao Douro,
onde Jacinto e Zé Fernandes desembarcaram e de onde partiram para a
ascensão da serra, por entre «espertos regatinhos», «grossos
ribeiros açodados», carvalhos, macieiras, azinheiras, laranjais
rescendentes e melros cantantes.
A quinta, hoje especialmente preparada para a produção de um
«esperto, fresco e seivoso» vinho branco, Tormes, de seu nome,
apresenta, aqui e além, construções rurais primitivas, as antigas
casas de caseiro de Jacinto, duas delas já recuperadas, estando a
chamada «Casa do Silvério»,com quatro quartos, cozinha e lareira
preparada para receber turistas. Do seu terreiro exterior poderá
experimentar jacínticas «iniciações», ao contemplar «o enegracimento
dos montes que se embuçam em sombra; os arvoredos emudecendo,
cansados de sussurrar; o rebrilho dos casais mansamente apagado; o
cobertor de névoa, sob que se acama e agasalha a frialdade dos
vales; um toque sonolento de sino que rola pelas quebradas e o
segredado cochichar das águas e das relvas escuras…»
Vasta matéria de meditação e de confronto com a realidade que
suporta a ficção romanesca pode proporcionar Tormes e não só com A
Cidade e as Serras, porque nessa região se passa também A Ilustre
Casa de Ramires. Do outro lado do Douro, na margem esquerda, tem o
visitante o que resta do mosteiro de Cárquere (Craquede no
romance),onde em construção românica se encontra o panteão medieval
dos Castros, almirantes do reino, transfigurado no romance em
panteão dos Ramires.
De passagem para a outra margem poderá o visitante almoçar em
Cinfães e usufruir uma das paisagens mais belas de rio e serras que
esta região lhe oferece. E já agora lhe direi que, se for camiliano,
poderá ver a casa do Lodeiro, muito perto da casa de Tormes, que o
autor do Amor de Perdição frequentava, onde se passou parte do drama
autêntico da infeliz Fanny Owen, tão bem narrado por Agustina Bessa
Luís no romance homónimo. Aqui, como em vários outros lugares do
Norte, as geografias camiliana e queiroziana caminham a par. Estas e
outras perspectivas culturais e também prandiais, lhe pode oferecer
o «alto lugar» de Tormes, o mais aliciante de todos os lugares
queirozianos
A. CAMPOS MATOS
[Inicio]
É na Quinta de Vila Nova, a sua Tormes em "A
Cidade e as Serras", localizada ao Km 82 da EN108 (estrada
Porto-Régua), na freguesia de Santa Cruz do Douro do concelho de
Baião - o mais oriental do distrito do Porto - que se situa a Casa
do Silvério, Casa de Campo destinada a quem quer usufruir do
contacto com o mundo rural queirosiano.
Para além da Casa do Silvério, existem ainda
outras duas casas recuperadas para turismo, encontrando-se
actualmente em reconstrução uma última casa, perfazendo um total de
4 as habitações previstas para o alojamento de visitantes.
A Casa do Silvério dista 14 km da vila de
Baião, e 25 km e 30 km, respectivamente, das cidades de Marco de
Canaveses e da Régua. A abertura ao tráfego da Ponte da Ermida
permite o rápido acesso à margem sul do Douro e ao concelho de
Resende, pelo qual se estende alguma da geografia queiroziana.
Antiga casa de caseiro rústica, foi totalmente
remodelada e reequipada, dispondo actualmente de 4 quartos duplos
com quarto de banho privativo, zona de estar comum com fogão de sala
e televisão e copa para pequenos almoços em anexo (antiga cozinha
rústica). Um dos quartos dispõe ainda de uma antecâmara que, para
além de funcionar como zona de estar privativa, permite a instalação
de cama suplementar para crianças. Todos os aposentos estão
equipados com aquecimento e telefone.
A região é rica em património cultural,
ecológico, gastronómico, cinegético e paisagístico, dando pretexto a
extensas e diversificadas deambulações no espaço o no tempo.
Pelo seu lado, a Fundação Eça de Queiroz
projecta promover regularmente acções de animação cultural e
turística e proporciona, desde já, visitas à Casa de Tormes onde se
encontra patente o espólio mais significativo do escritor.
Para marcações ou mais informações, por favor
contacte:
Fundação Eça de Queiroz
Quinta de Vila Nova - TORMES
Santa Cruz do Douro - Baião
4640-433 SANTA CRUZ DO DOURO
Telefones: 254.882.120 - 254.885.231
Fax: 254.885.205
E-mail:
info.turismo@feq.pt
[Inicio]
CASA DO SILVÉRIO
Tarifário
Preço da diária, incluindo pequeno-almoço e IVA.
| Tipo Alojamento | Época Baixa 01-Out a 30-Abr | Época Alta * 01-Mai a 30-Set |
| Single | 30,00 € | 40,00 € |
| Duplo | 40,00 € | 60,00 € |
| Mini-suite | 60,00 € | 80,00 € |
| Casa completa | 160,00 € | 200,00 € |
Reservas:
As reservas deverão ser efectuadas, junto da Fundação
Eça de Queiroz, por telefone, fax, Internet ou correio.
Reservas por telefone devem ser confirmadas por escrito.
No pedido de reserva devem constar os seguintes
elementos: nome, morada, telefone/telemóvel, e-mail ou
preenchimento do formulário abaixo, data de entrada,
data de saída, número de pessoas (incluindo crianças e
referencia se é casal ou não).
As reservas são validas após confirmação por parte da
Fundação Eça de Queiroz e da recepção de 30% do total a
pagar de acordo com o tarifário anexo.
Promoção:
- Pague 3 noites e fique 4
- Pague 5 noites e fique 7
Condições de pagamento:
O pagamento pode ser efectuado por cheque, numerário ou
transferência (inter)bancária (NIB: 003501320000919313027 da
CGD), nas seguintes condições:
a) 30% no acto da reserva;
b) Restante pago no final da prestação do serviço e no local
do alojamento.
Condições de cancelamento das reservas:
O cancelamento de reservas fica sujeito às seguintes
condições:
a) Até 48 horas – sem despesas;
b) Nas 24 horas – 50% da reserva;
c) No dia – 100% da reserva.
* Natal, Fim de Ano, Páscoa e Carnaval
Preencha a ficha de
reserva, ou faça o download da ficha na secção de
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deste página, e remeta-o para
info.turismo@feq.pt, devidamente preenchido. Obrigado!
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