Concerto de Verão - Fundação Eça de Queiroz

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Concerto de Verão

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CONCERTO DE VERÃO EM TORMES
com a ORQUESTRA DO NORTE
JULHO de 2011


Alison Wyatt
, violino
Eduardo Rey Illán, violino
Ana Ivanova, viola
Rosaliya Rashkova, violoncelo
Emanuela Nicoli, harpa

 


Alison Wyatt
Alison Wyatt nasceu em Londres onde, aos quatro anos, iniciou os estudos de Violino. Foi aluna da Escola de Música Purcell e da Academia Júnior, onde estudou com Brian Underwood. Integrou também a Orquestra Nacional Infantil. Graduou-se pela Real academia de Música sob a orientação dos professors Nicholas Miller e Lydia Mordkovitch. Alison estudou também na Academia de Lübeck, na Alemanha, com o Professor Christiane Edinger onde se apresentou por diversas vezes a solo e em recitais de quarteto de cordas. Enquanto estudante foi concertino de duas orquestras de jovens, tendo interpretado os famosos solos para violino de Ein Heldenleben e Sheherezade. Integrou a Orquestra Britten-Pears, tendo participado na reputada produção da opera de Britten  Morte em Veneza para a edição 2007 do Festival de Aldeburgh.  Após completar os seus estudos, colaborou, entre outras, com a Orquestra Sinfónica Nacional RTÉ. É, desde Março de 2009, instrumentista da Orquestra do Norte com a qual interpretou o Concerto N.º1 de Prokofiev. O seu repertório inclui também The Lark Ascending de Vaughan Williams, Tzigane de Ravel e ainda outras obras de Sibelius, Elgar, Glasunov, Bach, Mendelssohn e Mozart.
 
Eduardo Rey Illán
Eduardo Rey Illán nasceu em Vigo, na Galiza (Espanha), em 1983. Licenciado em Violino pelo Centro Superior de Música do País Basco ( Musikene), em San Sebastián, estudou com os professores Felix Ayo e Catalin Bucataru. Foi ainda aluno da Escola Superior de Estudos Musicais de Santiago de Compostela, na classe dos professores Nikolay Velikov e James Dahlgren. Frequentou master classes de Quarteto de Corda com o famoso Quarteto Casals. Graças a este foi seleccionado, juntamente com os colegas de formação, para realizar uma matiné organizada pela Orquestra Sinfónica do País Basco, interpretando os quartetos de J. C. Arriaga que, posteriormente, repuseram na Quinzena Musical Donostiarra (San Sebastián). Integrou diversas orquestras de jovens como a Orquestra Jovem da Sinfónica da Galiza, Orquestra de Jovens da Estremadura e a Orquestra Jovem da Filarmonia de Oviedo. Tem realizado colaborações regulares com a orquestras Sinfónica da Galiza, Real Filarmonia da Galiza, Sinfónica do País Basco, Sinfónica de Bilbau, Filarmonia de Oviedo e Sinfónica da Estremadura, entre outras. É, desde Outubro de 2009, instrumentista da Orquestra do Norte.

Ana Ivanova
Ana Ivanova nasceu em Ruse, Bulgária e licenciou-se com “Excelência” na Academia Nacional de Música de Sofia, no seu país natal. Vencedora de três concursos nacionais de viola, foi ainda agraciada com uma medalha de ouro e outros diversos prémios. Apresentou-se a solo com a Orquestra Filarmónica de Ruse. Tem tido também, desde sempre, um papel muito activo na área de música de câmara. Integrou a Orquestra Sinfónica de Sofia com a qual realizou uma digressão pela Grécia e pela Espanha. Em 2001 fundou o “Duo Romantica” com o guitarrista Lachezar Ivanov. Desde então têm-se apresentado na Europa, Médio Oriente e Oriente (séries de concertos na embaixada Italiana e na Universidade Americana de Beirute e nas Maldivas). Em 2004 foi-lhe concedida uma bolsa de estudo para realizar a sua pós-graduação na Guildhall School of Music & Drama, em Londres, tendo também aí realizado posteriormente um mestrado em Interpretação Musical. Recentemente participou nos festivais ISO (Malta), AIMS (Espanha), Aldeburgh e Snape Proms (Reino Unido) e Aurora (Suécia). É, desde 2008, instrumentista da Orquestra do Norte, em Portugal. Ana Ivanova toca com uma viola feita pelo luthier búlgaro Vassil Valtchev.

Rozaliya Rashkova
Rozaliya Rashkova, de nacionalidade búlgara, iniciou a sua formação musical em 1983 na Escola de Música de Sofia, no seu país natal. Em 1998 ingressou na Academia Nacional de Música de Sofia e em 2000 na Faculdade de Música e Artes Cénicas de Gales, no Reino Unido. Seis anos depois mudou-se para a Áustria a fim de concluir os seus estudos na Faculdade de Música e Artes Cénicas KUG. Foi aluna de Stefan Popov, Douglas Cummings, Leonid Gorokhov, Florian Kitt e Bogomil Karakonov. Colaborou com as orquestras Filarmónica de Dublin, Sinfónica da Ópera Grazer, Sinfonieta de Sofia, Festive Graz e foi primeiro violoncelo na Orquestra da Ópera de Schoenbrunn. Actualmente integra a Orquestra do Norte. Rozaliya foi Primeiro Prémio na Competição Internacional de Cordas Louis Cohen. Foi ainda galardoada pelo seu país pelo seu labor na música de Câmara.

Emanuela Nicoli
Nascida em Florença em 1977, estudou no Conservatório L. Cherubini da sua cidade natal, onde, em Julho de 1996, concluiu o primeiro grau de Harpa na classe de Elisabetta Rossi Zambelli.  Frequentou inúmeros cursos avançados de Harpa e de Música de Câmara com Susanna Mildonian, Fabrice Pierre, Patrizia Pinto, Marco Lorenzini, Pier Narciso Masi e Isabel Perrin. Participou em diversas competições com excelentes resultados: em 1997 sagrou-se vencedora no Concurso Nacional Riviera della Versilia e, em 1999, venceu, na sua categoria, o concurso Internacional Rovere D'Oro. Em 2006 realizou o curso anual de qualificação para "Professori D'Orchestra" (Projecto Palcoscenico) no Teatro Municipal Maggio Fiorentino em Florença. Em 2007 graduou-se em Disciplinas Musicais (Harpa Solista) com nota máxima, no Conservatório L. Cherubini. Colaborou com diversas instituições, nomeadamente com a Sinfonieta de Florença, Orquestra Mussinelli (La Spezia), Orquestra Franci (Siena), Orquestra Filarmonia (Roma), Ensemble Orchestral (Dijon), I Filarmonici di firenze (Florença), Fundação Festival Pucciniano (Torre del Lago), Orquestra M. De Bernart (Livorno), Orquestra Sinfónica di Massa Carrara, Orquestra Cantieri D'Arte (Reggio Emilia), etc. Em Fevereiro de 2008 foi solista na Dança Sagrada e na Dança Profana de C. Debussy e no Concerto de Handel em Dijon (França). Em Março de 2008 interpretou Introdução e Allegro de M. Ravel para harpa, quarteto de cordas, flauta e clarinete para a Radio Vaticana (Roma). Colabora desde 2009 com a Orquestra do Norte (ON), em Portugal. Em Maio de 2010 apresentou-se a solo com a ON no Concerto em Dó Maior para Flauta e Harpa, com Krisztina Dobner, sob a direcção de Giuseppe Lanzetta.

ORQUESTRA DO NORTE
A Orquestra do Norte concretiza, desde 1992, o projecto de descentralização da cultura musical, apresentado pela Associação Norte Cultural, vencedora do primeiro concurso nacional para a criação de orquestras regionais, instituído pelo Estado Português nesse mesmo ano.  Com a titularidade de José Ferreira Lobo, a ON foi iniciadora de um trabalho verdadeiramente pioneiro e inédito, tendo-se afirmado no panorama da música erudita, sendo hoje uma instituição reconhecida nacional e internacionalmente. Os objectivos básicos pelos quais sempre se pautou a actividade da Orquestra do Norte passam pela criação de novos públicos, pelo apoio à música e aos músicos portugueses e pela constante renovação do repertório. Dezanove anos depois, estes critérios continuam a ser fundamentais para a instituição. Agente de transformações na gestão cultural do nosso País e criadora de um novo paradigma musical, desenvolve uma intensa actividade com temporadas regulares de norte a sul do país. Realizou mais de 3.000 espectáculos em mais de uma centena de diferentes lugares. A ON apresentou-se ainda em Espanha, França e Alemanha. Consciente da importância que representam o aumento e a diversificação da oferta artística qualificada no desenvolvimento cultural da população, no alargamento de públicos e na formação do gosto, a Orquestra do Norte apresentou as obras mais representativas dos grandes compositores da história da música. Servindo o grande repertório orquestral, desde o barroco até ao presente, dá especial atenção à difusão da música portuguesa. João de Sousa-Carvalho, Luís de Freitas Branco, Francisco Lacerda, Corrêa de Oliveira e Joly Braga Santos foram alguns dos compositores portugueses abordados. Os espectáculos da ON incluem concertos sinfónicos, didáctico-pedagógicos, ópera, música de bailado e de câmara. Para além da música erudita, tem abarcado outros géneros musicais, como é o caso do Jazz e música ligeira.  A programação da Orquestra do Norte abriu-se a um repertório mais amplo e variado no qual, juntamente com as partituras básicas do repertório sinfónico ocidental, abundam primeiras audições, tanto de música de recente criação, como partituras recuperadas do passado histórico-musical. Com isto, a ON prossegue e intensifica a sua vontade de atender à música dos nossos dias, apresentando obras de compositores como Krzysztof Penderecki, Kristoff Maratka, Karl Fiorini, Alexandre Delgado, Filipe Pires, Nuno Côrte-real, Miguel Faria, José Firmino de Morais Soares, Joaquim dos Santos, Marc-André Rappaz, Emile Ceunink e François-Xavier Delacoste. Sedeada na cidade de Amarante, a Orquestra do Norte integra profissionais de reconhecido mérito e tem, habitualmente, a colaboração de prestigiados maestros, solistas e coros nacionais e estrangeiros. Dos conceituados directores de orquestra que subiram ao pódio da ON referimos Juozas Domarkas, Krzysztof Penderecki, Federico Garcia Vigil, Álvaro Cassuto e Rengim Gokmen. Alguns dos mais destacados solistas vocais e instrumentais portugueses e estrangeiros actuaram nos concertos da ON: entre muitos nomes destacamos António Rosado, Eva Maria Zuk, Avri Levitan, Patricia Kopatchinskaja, Kirill Troussov, Michel Lethiec, Robert Kabara, Placido Domingo, José Carreras, Ileana Cotrubas, Julia Hamari, Fiorenza Cossoto e Svetla Vassileva. Para além da participação regular do seu próprio coro – ensamble de elevado nível musical - a Orquestra do Norte colaborou ainda, entre outros, com o Coro Nacional de São Carlos, Orfeão de Pamplona e com o Coro de Nuremberga.  A assistência da ON ronda os cinquenta mil espectadores / ano, o que revela a sua capacidade de resposta aos diferentes tipos de público e o especial cuidado com a formação dos jovens, através dos concertos pedagógicos que são orientados e executados numa perspectiva didáctica.  A orquestra dedica ainda parte do seu tempo a gravações, tendo co-produzido até ao momento 13 edições discográficas. A Orquestra do Norte conta com o apoio do Ministério da Cultura e tem colaborado com setenta e uma autarquias, fundações, empresas patrocinadoras e instituições culturais.

 
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